Coluna Bernadete Alves - dia 23/08/2017

Caquexia – a magreza perigosa que pode levar ao óbito

Estudo feito por cientistas noruegueses publicado na revista Scientific Reports descobriu por meio de amostras sanguíneas de pessoas com câncer, de doadores saudáveis e de células cancerígenas de ratos, a causa da magreza excessiva de pacientes com câncer. O professor de Bioengenharia, Geir Bjorkoy, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, diz que substâncias que induzem à autofagia das células pode ser a causa da síndrome da anorexia-caquexia (SAC).

O pesquisador Bjorkoy diz que grande parte da coleta sanguínea continha altos níveis de interleucina 6 (IL-6) e citocinas pró-inflamatórias. Dois compostos estimulantes autofágicos que fazem com que as células do corpo se autodestruam. “Acreditamos que o excesso dessas substâncias provoca um aceleramento autofágico, causando assim a caquexia”.

O professor fala que as descobertas podem ser importantes para o tratamento de pacientes com câncer afetados pela caquexia, uma vez que existem novos medicamentos que podem bloquear a sinalização descontrolada da IL-6, nas células do corpo. O pesquisador acredita que a perda de peso excessiva pode ser reduzida por inibidores de autofagia, como a cloroquina, medicamento que tem sido usado para tratar a malária.

Para entender mais sobre esta síndrome, segundo o INCA o câncer é o conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos. Estas células, bastante agressivas, dividem-se rapidamente e formam tumores malignos, que podem se instalar e se espalhar para várias regiões do corpo.Segundo o Instituto Nacional do Câncer parte das mortes em consequência do câncer não são causadas diretamente pelos tumores e, sim, por um desdobramento da temida doença: a caquexia, que caracteriza-se por um intenso consumo dos tecidos muscular e adiposo, com consequente perda involuntária de peso, além de anemia, astenia (fraqueza), fadiga e perda de performance clínica.

A pouco conhecida síndrome da anorexia-caquexia (SAC), é uma complicação frequente no paciente com neoplasia maligna em estado avançado. De acordo com pesquisas da divisão nutricional da farmacêutica Abbott Brasil, um em cada cinco pacientes morre devido à caquexia. O mesmo estudo ainda revela que a perda de peso induzida pelo câncer é evidente em até 87% dos pacientes, dependendo do tipo de tumor. É mais frequente em idosos, crianças e em pessoas os tumores gastrointestinais, tumores de vias biliares e de cabeça e pescoço.

Para amenizar a doença, é importante o acompanhamento de nutricionistas porque o tratamento da SAC é multifatorial, envolvendo o uso de medicamentos estimulantes de apetites, reposição nutricional com suplementos, reposição hormonal e acompanhamento psicológico. O profissional de nutrição vai avaliar as condições do paciente e definir a dieta que pode auxiliar na resposta imunológica e também na preservação da musculatura.

A Caquexia é uma síndrome de definhamento severo que é visto clinicamente não só em câncer como em uma variedade de doenças, incluindo a insuficiência cardíaca congestiva (ICC), artrite reumatóide, e síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). A caquexia é causada por balanço negativo de energia e nitrogênio, que resulta em perda de peso. Esta perda de peso, entretanto, é muito diferente daquela vista em simples privação de alimentos, que é composta principalmente pela perda de tecido adiposo, enquanto o tecido magro fica relativamente disponível.

Rollemberg apresenta proposta que muda regime de previdência para novos servidores públicos

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, entregou hoje nas mãos do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Joe Valle, projeto de lei complementar que institui uma previdência complementar para novos servidores públicos do Distrito Federal. O chefe do Executivo local pediu o apoio dos parlamentares para que a proposta seja votada o mais rápido possível.

“Quero pedir o apoio da Câmara Legislativa. Em todos os momentos que o governo precisou dos deputados eles não se furtaram”, disse Rollemberg em plenário. “Proponho que a Câmara se debruce sobre ele amanhã, sexta, sábado, domingo, segunda e o vote na terça para garantir o salário [dos servirores] e a tranquilidade da economia do DF”, declarou o governador.

A proposta também cria um regime de previdência complementar para novos servidores e limita as aposentadorias dos futuros funcionários públicos ao teto do INSS que é de R$ 5.531,31. Quem quiser receber acima deste valor terá que contribuir com a previdência complementar.

Atualmente, o Distrito Federal conta com dois fundos previdenciários para arcar com aposentadorias. O texto do PLC solicita permissão para que o Executivo possa unificar os dois fundos previdenciários do DF: o financeiro e o capitalizado.

“É como se estivéssemos atravessando um deserto com pessoas morrendo de sede e encontrássemos uma caixa de água cheia, mas não pudéssemos beber”, disse Rollemberg, ao fazer relação sobre dois fundos, em pronunciamento na Câmara Legislativa.

A medida, segundo o chefe do Executivo local, será suficiente para evitar o parcelamento do salário dos servidores, uma vez que o governo deixará de retirar do Tesouro local R$ 170 milhões mensais para bancar a previdência.

O governador Rodrigo Rollemberg acredita que a possibilidade de usar os recursos disponíveis nos dois fundos para pagar os aposentados, independentemente da data de ingresso no serviço público, reduzirá aos poucos o rombo na previdência. Do mesmo modo, crê que suavizará os gastos da Fonte 100 do Tesouro local, usada para pagar salários do funcionalismo da ativa e promover melhorias na cidade.

A justificativa da proposta é que as contribuições dos mais novos garantam a aposentadoria dos mais velhos. “Um dos princípios da previdência é a solidariedade”, declarou o governador.

O presidente da Câmara Legislativa, deputado Joe Valle, disse que mesmo que o projeto tenha urgência é necessário fazer uma série de estudos técnicos e se for o caso trabalhá-lo ainda mais na Câmara. ”Amanhã, vamos nos reunir com sindicatos para falar do projeto. É uma proposta de interesse de todos, mas ainda vamos discutir”, declarou o presidente da Casa.

Pelo texto do Projeto de Lei Complementar, destacamos: A previdência complementar será de adesão facultativa. O funcionário público poderá optar por contribuir para uma previdência privada, caso achar mais vantajoso; Quem acumula cargos poderá fazer a adesão à previdência complementar em relação a um ou ambos os cargos; Os participantes poderão desistir da adesão à previdência complementar ou solicitar a suspensão de contribuição por período não superior a um ano; A adesão à previdência complementar é interrompida por pedido do participante, por exoneração, demissão ou perda de cargo ou por vacância em razão de posse em outro cargo público inacumulável; Servidores cedidos a outros órgãos permanecem na previdência complementar salvo manifestação em contrário; Toda nova lei do DF que criar fontes de receitas não tributárias, incluindo aquelas que autorizarem a venda de ativos e concessões de bens e serviços públicos, deverá destinar, pelo menos, 50% das receitas futuras geradas ao Fundo Financeiro da Previdência Social, para ajudar a resolver o desequilíbrio econômico e atuarial do fundo. O projeto obriga o governo de Brasília a apresentar em 180 dias a contar da entrada em vigor da lei, estudo que indique a viabilidade de venda de ativos com liquidez e os valores aptos a auxiliarem no equacionamento do desequilíbrio financeiro remanescente.

 
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