Coluna Bernadete Alves - dia 14/08/2017

Alimento diet engorda tanto quando o original

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Yale, nos Estados Unidos, descobriram que, ao ingerir um alimento adoçado artificialmente no qual a doçura continua igual a da versão original, mas com uma quantidade de calorias bem menor, o metabolismo desacelera e não registra a dose ingerida. O estudo foi publicado recentemente no periódico científico Current Biology.

Para chegar a este resultado os pesquisadores analisaram, por meio de imagens de ressonância magnética, o cérebro de 15 participantes enquanto tomavam bebidas diet e a versão normal. Também foi monitorada a quantidade de energia gasta pelo corpo após esses eventos.

De acordo com o estudo as bebidas e os alimentos diet podem promover o ganho de peso e servir de gatilho para o diabetes. Quando os produtos são doces demais para as calorias que contêm, eles podem confundir o cérebro e desacelerar o metabolismo. Dana Small, professora de psiquiatria da instituição e principal autora do estudo, explica que ao longo da nossa evolução, o cérebro aprendeu que quanto mais doce, maior energia ou calorias um alimento fornece. Quando esses dois fatores não estão juntos, o cérebro fica confuso, achando que tem menos calorias para queimar do que o que foi ingerido de fato.

“Uma caloria não é uma caloria. Ela é apenas metade da equação. Nossos corpos evoluíram para usar eficientemente as fontes de energia disponíveis na natureza. A dieta moderna, entretanto, é caracterizada por fontes de energia que nossos corpos nunca viram antes.”, explica a pesquisadora.

Para os autores, o novo achado ajuda a explicar estudos anteriores, nos quais os níveis de glicose no sangue dos pacientes se mostraram maiores, mesmo em dietas restritas a adoçantes artificiais, elevando o risco de diabetes. Segundo os especialistas os adoçantes artificiais são aditivos alimentares sintéticos que imitam o sabor doce do açúcar contendo menos ou zero calorias. Muitos produtos que os contêm são rotulados como “diet” ou “zero” e alegam serem benéficos na perda de peso, o que é contestado pela nova análise.

Pesquisadores da Universidade de Manitoba, no Canadá, analisaram 37 estudos já realizados sobre os efeitos das substâncias adoçantes, com a participação de mais de 400.000 pessoas em um período de dez anos. Sete deles foram ensaios clínicos randomizados, um tipo de estudo considerado de referência em pesquisas científicas, que acompanharam como pessoas acima do peso reagiam a dietas que utilizavam adoçantes como alternativa ao açúcar. Ao longo de seis meses, alguns participantes emagreceram, mas os outros não tiveram perdas significativas.

De acordo com o relatório, publicado em julho deste ano, no periódico científico Canadian Medical Association Journal, os adoçantes artificiais compostos por sucralose, aspartame e glicosídeo de esteviol (Stevia), ao contrário do que se pensa, não ajudam na perda de peso e, pior ainda, podem aumentar a probabilidade de desenvolver diabetes, pressão alta, doenças cardíacas e obesidade.

“Quando lhe perguntarem açúcar ou adoçante? É bom repensar a escolha porque há mais do que as calorias sozinhas”, diz Meghan Azad, principal autora da pesquisa.

Um outro estudo feito no Hospital Geral Massachusetts, em Boston, nos Estados Unidos, e coordenado pelo pesquisador Richard Hodin, sugere que a quebra do aspartame, aquele adoçante utilizado em bebidas diet ou zero, no intestino interage com uma enzima crucial para o bom funcionamento do nosso corpo e pode causar aumento de peso, inflamação e desenvolvimento de doenças crônicas como diabetes e síndrome metabólica.

Para chegar a este resultado os cientistas alimentaram um grupo de ratos com uma dieta rica em gordura durante 18 semanas. Os resultados mostraram que aqueles que também receberam aspartame engordaram mais do que aqueles que não ingeriram o adoçante.

Caio Bonfim conquista bronze para o Brasil em Londres

O marchador Caio Bonfim se tornou o único brasileiro medalhista no Mundial de Atletismo de Londres no domingo. A partida não foi animadora, mas o brasileiro conseguiu um bom ritmo e seguiu forte na conquista para garantir o pódio. Um bronze com gosto especial para o Brasil e para o brasiliense de 26 anos.

O brasileiro conquistou o bronze com o tempo de 1h19m04, um novo recorde nacional. Caio foi o único brasileiro medalhista na competição e entrou para um seleto grupo de atletas do país a conquistarem uma medalha na história da competição. O Brasil teve bom desempenho na marcha atlética e, por pouco, não faturou outra medalha. Na prova feminina, Erica Sena terminou os 20 km feminino em quarto lugar.

Em entrevista ao SporTV, o brasileiro Caio Bonfim contou detalhes da conquista do terceiro lugar que conseguiu na marcha atlética, no Mundial de Atletismo de Londres. “ Eu não acreditava. Olhava para o céu e falava "Deus, eu não acredito". Eu ser medalhista mundial? Foi isso que eu pensei no final. Eu queria bater o recorde brasileiro. Foi emocionante”, declarou Caio Oliveira de Sena Bonfim.

O brasiliense de26 anos trocou a pista do estádio de Sobradinho, onde treina normalmente, para se preparar em grandes altitudes. “Fiz treinos em Serra Nevada, região montanhosa na Espanha, com altitude em torno de 2.300 metros. Cheguei na altitude com uma forma física melhor ainda com a preparação aqui em Brasília”, conta ele, que sempre faz treinos deste tipo próximo de torneios maiores.“É melhor contabilizar e parar para pensar nos títulos quando eu encerrar a carreira. Prefiro estar dia por dia focado no que me leva para frente”, afirma Caio.

A Marcha Atlética é um esporte que ainda enfrenta preconceito. “Eu marcho e não tenho problema nenhum. Isso nunca me incomodou e nem incomoda. As pessoas não estavam acostumadas com a marcha atlética, pura ignorância. Após a Olimpíada, as coisas melhoraram muito. Hoje eu tenho mais palavras de incentivo do que ofensas. Só de ter popularizado o esporte já é fantástico”, comenta. Ele salienta que a preparação para o mundial começou há 10 anos, quando iniciou no esporte.

O corredor comemora o apoio pessoal e profissional dos pais. “Ser treinado por eles é fantástico. No mundo de hoje, que é tão difícil confiar nas pessoas, você ter treinadores que são seus pais é uma relação de gratidão”, conta Caio. Ele conta com o suporte familiar desde os 16 anos.

Caio é treinado pela mãe Gianetti Sena, a primeira brasileira a ser campeã internacional, em Medelín, na Colômbia, no Campeonato Ibero-Americano de Atletismo de 1996. “O Caio é muito inteligente, sabe administrar e identificar bem a estratégia na hora da prova. É o filho e atleta que toda mãe e treinadora queria ter. É um privilégio e uma honra muito grande”, declara a orgulhosa mãe, Gianetti Sena.

Zoológico de Brasília vai receber novos integrantes

O Centro de Estudos Ambientais da Norte Energia doou para a Fundação Zoológico de Brasília um casal de filhotes de cachorro-vinagre, também conhecido por cachorro-do-mato-vinagre ou simplesmente cachorro-do-mato. O macho tem 4,3 kg e a fêmea 3,3 kg. Brasília foi o endereço indicado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Considerados vulneráveis à extinção, os filhotes de cachorro-vinagre estão sendo transportados pela Norte Energia, companhia responsável pelo empreendimento da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, com quem estavam sob os cuidados desde junho, após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ser acionado para buscar os animais em um sítio de uma moradora da área rural de Altamira, município do sudoeste do Pará.

O Speothos venaticus, nome científico do cachorro-vinagre, é encontrado em quase todos os biomas brasileiros, com exceção da caatinga. A espécie é considerada “quase ameaçada” pela International Union for Conservation of Nature (IUCN) e “vulnerável à extinção” pelo Ibama.

Os filhotes participarão do programa de reprodução da Fundação Jardim Zoológico de Brasília, tendo como fim a preservação da diversidade genética de animais sob cuidados humanos, e serão integrados ao Stud Book brasileiro (livro de registros genealógicos) e ao programa internacional para a conservação desta espécie, conforme diretrizes estabelecidas no Plano de Ação de Nacional do Cachorro-vinagre, do ICMBio.

O cachorro-vinagre é um dos membros menos conhecidos da família dos canídeos. Possui membros curtos, corpo atarracado e pode chegar aos 7 quilos. O cachorro-vinagre caça de dia. De noite se recolhe para dormir em tocas ou cavidades de árvores. Alimenta-se de presas de pequeno porte, mas pode caçar em grupo para abater animais maiores – como emas ou capivaras. O cachorro-vinagre se sente confortável na água. Seus dedos são ligados por membranas que ajudam na natação.

Esta não é a primeira vez que a Fundação Zoológico de Brasília recebe animais acolhidos pelo CEA, por meio do Ibama. Em outubro de 2016 recebeu uma espécie de macaco guariba-de-mãos-ruivas (Alouatta belzebul).

 
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