Coluna Bernadete Alves - dia 13/08/2017

TST entrega Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho a personalidades

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Ives Gandra Martins Filho, entregou em Brasília 40 medalhas da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho. A cerimônia ocorre anualmente sempre no dia 11 de agosto, feriado no Judiciário, e destina-se a agraciar personalidades e instituições civis e militares que tenham se distinguido no exercício de suas profissões ou servido de exemplo para a coletividade.

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, recebeu o Grão Colar da Ordem do Mérito do Trabalho, o mais alto grau da condecoração. No Grau Grã-Cruz, os comandantes da Força Aérea Brasileira, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, e da Marinha do Brasil, almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, com o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Peter Michael McKinley, com os ministros José Coêlho Ferreira, presidente do Superior Tribunal Militar e a ministra Laurita Hilário Vaz, presidente do Superior Tribunal de Justiça.

O Instituto Ayrton Senna recebeu a comenda na categoria Instituição. A ONG foi criada pela família Senna em 1994 e atua no sentido da ampliação das oportunidades de crianças e jovens por meio da educação. Anualmente, o instituto capacita 60 mil educadores, e seus programas beneficiam diretamente cerca de 2 milhões de alunos em mais de 1.300 municípios nas diversas regiões do Brasil.

“A gente trabalha pela educação, com mais de 1,5 milhão de crianças da rede pública, e receber uma homenagem do TST é mais um incentivo para continuarmos batalhando pelas crianças do país”,declarou Viviane Senna. A presidente disse que o Instituto trabalha para que todas as crianças tenham direito a uma educação de qualidade, e que um dos reflexos disso é afastá-las do trabalho infantil. “Os pais tiram os filhos da escola quando eles fracassam e os põem para trabalhar. É importante que se crie uma política de educação de qualidade para evitar esse tipo de destino, que extermina o futuro das crianças”, finalizou Viviane.

A Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho post mortem foi para o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. Francisco Zavascki ficou muito honrado de receber a condecoração em nome de seu pai. “Acho que isso demonstra que ele procurou trilhar um caminho muito correto na magistratura, procurou buscar o que era melhor para o país, fez um trabalho correto e se tornou merecedor desta homenagem”, assinalou. “Somos muito gratos por isso”. Francisco lembrou que o ministro Teori, antes de ingressar na magistratura, atuou como advogado e conhecia bem a Justiça do Trabalho. “Depois acabou indo para a magistratura federal, mas sempre teve essa ligação com a origem. E, no STF, se reencontrou com o Direito do Trabalho”.

Dentre os agraciados de 2017 também estavam a presidente e o vice-presidente da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, Lúcia Willadino Braga e Álvaro Massao Nomura e com os professores Paulo de Barros Carvalho, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da Universidade de São Paulo (USP), Ibsen José Casas Noronha, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (Portugal) e Beatriz Maria Eckert-Hoff, reitora do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), entre outras personalidades, advogados, pesquisadores, jornalistas e magistrados do trabalho. No Grau Oficial as jornalistas Renata Lo Prete, da TV Globo e Ana Dubeux, editora-chefe do Correio Braziliense. Também integram a relação dos agraciados a empresária de joias Carla Amorim, magistrados, advogados e professores.

A Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho foi instituída em 11 de novembro de 1970 com o objetivo de reconhecer o trabalho de pessoas que tenham contribuído para o engrandecimento do país. Agraciar personalidades civis e militares, nacionais ou estrangeiras, que tenham se distinguido no exercício de suas profissões e se constituído em exemplo para a coletividade, bem como as pessoas que, de qualquer modo, hajam contribuído para o engrandecimento do país, internamente ou no exterior, da Justiça do Trabalho ou de qualquer ramo do Poder Judiciário, do Ministério Público ou da advocacia. Não há número fixo de homenageados por ano.

A indicação para a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho só pode ser feita por Ministro do TST, e é submetida à apreciação do Conselho da Ordem, composto de seis membros: Presidente, Vice-Presidente, Corregedor-Geral, Ministro Decano e mais dois Ministros, eleitos pelo Órgão Especial, para mandato de quatro anos. Atualmente, o Conselho da Ordem está assim constituído: Ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho Presidente do TST, Grão-Mestre, Ministro Emmanoel Pereira - Vice-Presidente, Ministro Renato de Lacerda Paiva - Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho, Ministro João Oreste Dalazen – Decano, Ministro Antonio José de Barros Levenhagen e o Ministro João Batista Brito Pereira.

“É uma oportunidade de mostrar o que a Justiça do Trabalho representa para o Brasil e, ao mesmo tempo, o que ela valoriza nas pessoas em termos de contribuição para que as relações de trabalho sejam melhores”, declarou o presidente do TST, ministro Ives Gandra Martins Filho.

Dilma: ‘A Perda de um Companheiro’

A ex-presidenta Dilma Rousseff homenageou, na manhã de hoje, o ex-marido Carlos Araújo, falecido ontem em Porto Alegre em virtude de complicações de doença pulmonar crônica. Intitulado 'A Perda de um Companheiro", o texto publicado no seu blog chama o advogado e o ex-deputado gaúcho Carlos Araújo, com quem foi casada por mais de 20 anos de "um bravo lutador" contra a ditadura militar e pela reconstrução do trabalhismo no Brasil.

"Perdi hoje um parceiro de uma vida.

Carlos Araújo foi um bravo lutador. Foi um bravo lutador no enfrentamento da ditadura militar, que não conseguiu destruir nem sua força vital, nem seu caráter, nem sua coragem. Foi um bravo lutador no esforço pela reconstrução do trabalhismo no Brasil, missão à qual ele e muitos companheiros se dedicaram. Carlos Araújo amou a vida, e lutou por ela, tanto quanto lutou por uma vida melhor para todos.

Morreu ontem, mas viverá para sempre: em sua família, em sua companheira Ana, em seus filhos Leandro e Rodrigo, em nossa filha, Paula, em nossos netos, Gabriel e Guilherme, nos muitos amigos que fez e nos muitos admiradores que conquistou.

Viverá nas nossas fortes lembranças do esforço comum pela sobrevivência, das lutas que travamos lado a lado, dos sacrifícios e das dificuldades pelas quais passamos, e também das conquistas que alcançamos juntos. Aprendi com ele. E agradeço a oportunidade de tê-lo conhecido e de ter convivido tantos anos com um ser humano tão generoso, afetuoso e correto.

O mundo nos impôs desafios que tivemos de vencer. Enfrentamos percalços que poderiam ter nos destruído. Mas vencemos muitas dessas dificuldades, uma a uma. Em qualquer circunstância, sempre pude contar com ele, com sua inteligência, com sua capacidade e com sua força. Vai fazer falta aos nossos netos, fará falta à nossa filha, fará falta a todos que o amam e que o amaram, e fará muita falta a mim.

E é para honrá-lo e prestar-lhe tributo que continuarei lutando por um mundo melhor, por um Brasil mais justo e pela emancipação do povo do meu país. Exaltarei sempre a sua coragem, enaltecerei sempre a sua bravura e a grandeza com que lutou sempre por seus ideais. Não cedeu, não se deixou vergar. Partiu, ontem, como viveu toda uma vida: digno, altivo, sereno, amoroso, amigo e parceiro. Carlos Araújo viveu visceralmente e brilhou intensamente.

Agradeço por sua existência e por ter feito parte da minha vida. Carlos encantou a todos os que tiveram o privilégio de conhecê-lo."

DILMA ROUSSEFF

Brasília perde a galerista Celina Kaufman

Celina KaufmanCelina Kaufman

Faleceu em São Paulo, na noite de ontem, aos 71 anos a empresária Celina Leite Ribeiro Kaufman, proprietária da Art & Art Galeria, na QI 21 do Lago Sul. Celina estava internada no Sirio Libanês e teve uma parada cardíaca. O corpo será velado no Cemitério São Paulo Cardeal, em São Paulo. Celina era casada com o empresário Celso Kaufman e não teve filhos.

A galerista e marchand representava artistas brasilienses e brasileiros. Em fevereiro deste ano ela apresentou a exposição Quatressência, no Espaço Cultural do Superior Tribunal de Justiça, com obras do autêntico candango Luiz Costa. Celina também apresentou em Brasília as obras da fotógrafa paulista Bianca Cutait.

Celina Kaufman

Celina também era jornalista e fez assessoria na Caixa Econômica Federal. Brasília perde uma de suas maiores marchands. Uma profissional da arte que vai deixar saudades.

 
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