Coluna Bernadete Alves - dia 20/07/2017

Número de mortes por Aids cai pela metade desde epidemia

Relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, revela queda de quase 50% no número de mortes pela doença desde 2005, ano da epidemia em todo o mundo e que vitimou 1,9 milhão de pessoas. A informação é da ONU News.

Luiz Loures, vice-diretor executivo do Unaids, em Nova York, disse que a boa notícia hoje é em relação ao avanço espetacular no tratamento da doença. “O número de pessoas tratadas hoje no mundo é quase de 20 milhões, o que nos dá sem dúvida a esperança. Nós estamos no ritmo para se alcançar a meta de ter 30 milhões de pessoas em tratamento em 2020, para a partir daí chegarmos a 2030 com essa epidemia sob controle."

O diretor disse que mesmo assim não se pode baixar a guarda no combate ao vírus. "Com decisão política, com o envolvimento de comunidades e com os recursos necessários, cada vez mais nós estamos convencidos que podemos chegar ao fim da epidemia”, declarou Loures.

O documento da Unaids indica que a África lidera o caminho na redução de novas infecções por HIV, ao baixar esse índice em cerca de 30% desde 2010. Desde esse período, Malauí, Moçambique, Uganda e Zimbábue reduziram as novas infecções em quase 40%. Contudo, de acordo com o relatório Fim da Aids: Avanços em direção às metas 90-90-90 o tratamento inadequado causou um aumento acentuado de mortes no norte da África, no Oriente Médio, na Ásia e na Europa Oriental.

Segundo o documento a expectativa de vida dos soropositivos aumentou em 10 anos na última década. Luiz Loures destacou o exemplo do Brasil, que foi pioneiro nos sucessos de combate à epidemia."Em quase todos os países existe o desafio das novas infeções entre jovens. Mas essa é uma tendência mundial que tanto na África, no Brasil, na Europa ou nos Estados Unidos merece atenção especial. Se eu vejo hoje a epidemia da Aids entre jovens, eu diria que é mais global do que nunca. Nós estamos observando um risco acentuado em relação à epidemia entre jovens em todos os países, independente se eles estão no norte ou no sul."

O número de mortes vinculadas à AIDS na América Latina diminuiu, em 12% entre os anos 2000 e 2016, apesar dos dados preocupantes em países como a Bolívia, Guatemala, Paraguai e Uruguai. Das 36,7 milhões de pessoas que convivem com o HIV em todo o mundo, 19,5 milhões têm acesso a algum tipo de terapia antirretroviral.

Aqui no Brasil, o SUS oferecerá melhor tratamento do mundo para pacientes com HIV/Aids. O Ministério da Saúde fornece o medicamento antirretroviral Dolutegravir. O remédio é o mais indicado para o tratamento de HIV/Aids pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 100 mil pacientes portadores do vírus recebem o tratamento.

Relatório da Unaids chama a atenção para as mutações do vírus. O texto destaca que em seis dos 11 países pesquisados na África, Ásia e América Latina mais de 10% das pessoas que começaram o tratamento antirretroviral tinham uma cepa do vírus resistente a medicamentos do mercado.

O Brasil está na lista dos países com registro de resistência do vírus em novos pacientes, mas com índice menor que 10% -- por enquanto, foram reportados 1.391 casos. A organização diz que o crescimento dessas taxas, mesmo que ainda lento, poderia minar o progresso internacional no tratamento e prevenção da doença.

Segundo a OMS a resistência ao HIV se desenvolve quando as pessoas não seguem o tratamento prescrito, esquecem de tomar no dia e horário certo e/ou pulam etapas, como também acontece com o combate às bactérias. A organização diz que esses pacientes podem transmitir os vírus resistentes para outras pessoas. Tomar os remédios de forma errada é a maneira mais comum de criar uma versão resistente às drogas, alerta a OMS.

Desde o começo da epidemia, o Brasil registrou 798.366 casos de Aids, acumulados no período de 1980 a junho de 2015. No período de 2010 a 2014, o Brasil registrou 40,6 mil casos novos por ano, em média. Em relação à mortalidade, houve uma queda da taxa de mortalidade por Aids de 10,9% nos últimos anos, passando de 6,4 por 100 mil habitantes em 2003 para 5,7 em 2014.

Justiça brasileira manda devolver cavalo ao medalhista Doda Miranda

O desembargador Rômolo Russo, da 7ª Câmara de Direito Privado doTribunal de Justiça de São Paulo, concedeu uma liminar em favor do atleta Doda Miranda para voltar a montar Cornetto K e para que ele tenha acesso novamente aos equipamentos esportivos que ficaram no centro de treinamentos de cavalos que ele e Athina Onassis, com quem foi casado há 10 anos, fundaram na cidade de Valkenswaard, na Holanda.

A liminar proíbe a venda de quaisquer cavalos que ele e Athina possuam juntos, até que a partilha dos bens seja concluída nos tribunais da Bélgica e da Holanda. Em março de 2016, Athina deu entrada no processo de divórcio na Bélgica, onde vivia o ex-casal, e desde agosto de 2016, a ex-mulher havia proibido o cavaleiro de entrar no local e montar os cavalos que ele havia treinado, incluindo Cornetto K, com que Doda disputou a Olimpíada do Rio.

Em março deste ano o cavaleiro Álvaro Afonso Miranda Neto, o Doda, entrou na Justiça brasileira com a ação contra a ex-mulher. O medalhista olímpico alega no processo, que ao longo de seis anos ele empregou seu tempo na gestão da empresa e investiu nela cerca de € 10 milhões, frutos de suas premiações e patrocínios conquistados ao longo da carreira.

Esta é a primeira vitória do cavaleiro brasileiro medalhista olímpico em Atlanta (1996) e Sydney (2000), Doda Miranda, na espinhosa batalha judicial em que se transformou seu processo de divórcio da bilionária franco-grega Athina Onassis. Uma carta rogatória já foi expedida à Europa para que Athina seja citada da decisão.

Em entrevista a revista Época, Doda se diz que a decisão do tribunal brasileiro devolve o direito de voltar a montar o cavalo que ele treinou. Ele conta que o passaporte de Cornetto K, que estava em seu nome e no da empresa que ele e Athina montaram, a Victory Equestrian Sport BV, foi alterado sem seu consentimento. “Mudaram o documento só para a propriedade da Victory, sem qualquer assinatura minha.”

Estradas rurais são recuperadas para contenção de água

Como parte das ações de enfrentamento da crise hídrica no DF, o governo de Brasília está executando melhorias de infraestrutura das estradas rurais da região do Alto Descoberto. As obras são feitas por servidores da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, com maquinário e material da pasta e não geram custo extra ao governo de Brasília.

As intervenções da pasta da Agricultura incluem serviços de terraplanagem das vias e criação de ondulações — chamadas de peito-de-pombo. A compactação do solo já foi feita em 3,5 quilômetros na bacia, como forma de evitar o desprendimento de pedras e outros resíduos da estrada. Nesse trecho, foram implementadas 13 elevações na pista. Isso permite a redução da velocidade da água da chuva que escoa para o reservatório.

Popularmente chamadas de barraginhas, as bacias servem de barreiras para conter o transporte de sedimentos, como pedras, gravetos e resíduos de solo soltos, para as nascentes. As barraginhas favorecem a infiltração hídrica lenta e contínua. “A água retida é ofertada aos poucos ao solo e abastece o lençol freático da bacia”, explica o subsecretário de Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Hercílio Matos.

As obras iniciaram há três semanas e já foram feitas 48 bacias de contenção na região da Chapadinha, em Brazlândia, para armazenar água da chuva e evitar o assoreamento. Dessas, 40 já foram georreferenciadas, o que permitirá que a pasta da Agricultura acompanhe a manutenção das estruturas.

Além das adaptações nas vias, o governo de Brasília trabalha na recuperação de canais de irrigação da Bacia do Alto Descoberto, como os dos Córregos Cristal e Guariroba. O Canal do Rodeador também passou por melhorias em caráter emergencial.

Outra frente de ação do governo de Brasília, no enfrentamento da crise hídrica, é a substituição de sistema de irrigação de aspersão por microaspersão ou gotejamento. Pelo menos 800 irrigantes da região serão conscientizados para a troca de tecnologia e, com isso, ajudar na economia de água.

O Núcleo Rural Capão da Onça, também em Brazlândia, será a próxima área a ter adequação das estradas.

 
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