Coluna Bernadete Alves - dia 08/07/2017

Esponja de cozinha acumula milhões de bactérias e fungos

Pesquisadores da Faculdade DeVry Metrocamp, que pertence a um grupo educacional dos EUA, localizada em de Campinas, São Paulo, testaram amostras de esponjas usadas para lavar as louças e concluíram que uma única e simples esponja de lavar louças pode acumular 680 milhões de bactérias e fungos em apenas quinze dias de uso. Isto acontece porque a esponja de cozinha fica em contato direto com germes e bactérias contidos na pia. Como o uso é frequente, essas bactérias se espalham pelo corpo sem que a pessoa perceba deixando o organismo mais suscetível à contaminação de doenças.

Segundo o estudo até as esponjas sem uso já estão contaminadas. Os pesquisadores ressaltam que boa parte dos micro-organismos encontrados nas esponjas, já estão presentes no nosso corpo e no ambiente e que só geram doenças quando se trata de uma quantidade excessiva deles. O simples contato da esponja com os talheres e pratos faz com que um objeto se contamine, podendo estender tal contaminação aos alimentos.

Para deixar a esponja livre dos micro-organismos, os pesquisadores lembram que após utilizá-la é preciso remover qualquer resto de comida que ficou preso. Além da comida as bactérias gostam de umidade e por isso é necessário torcer a esponja para retirar toda a água para deixá-la secar bem antes do próximo uso.

Uma dica é colocá-la no micro-ondas com um pouco de água e em cima de um recipiente de vidro, ou de um papel toalha úmido, em potência alta por 2 minutos. Segundo estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos grande parte das bactérias vivas são exterminadas com mais facilidade com esse método do que com outros tipos de técnicas. Feito esse processo, retire a esponja e a deixe esfriando em um local seco e arejado antes de usá-la. Não esprema a esponja antes de resfriá-la para não causar queimaduras.

Outra dica é deixar a esponja imersa em uma solução na proporção de duas colheres de água sanitária para 1 litro de água. A esponja deve ficar ali por dez minutos. Para os ambientalistas a água sanitária não é bom para a natureza, então a dica é substituí-la por água oxigenada de 10 volumes, ou peróxido de hidrogênio misturado com água, em quantidades iguais: deixe a esponja nessa mistura por 15 minutos. O importante é fazer esse procedimento a cada semana. Também é importante não deixar a esponja em potes de sabões em pasta ou úmidas, pois quanto mais úmida, mais contaminada ela fica.

As esponjas sintéticas tradicionais, de espuma, na verdade são compostas por plástico poliuretano, material baseado em petróleo e outros componentes químicos sintéticos e de difícil reciclagem, o que faz com que sua substituição por buchas vegetais seja uma boa iniciativa, porque além da maior durabilidade, sua matéria-prima é natural e totalmente biodegradável. Inclusive existe no Brasil o Programa Nacional de Reciclagem, das esponjas scotch-Brite, utilizadas no nosso país há mais de 50 anos.

Acordo de Paris é irreversível, decidem líderes do G20

Os representantes políticos das 20 maiores economias mundiais,reunidos em Hamburgo, na Alemanha, para discutir os principais desafios econômicos globais, em documento final da cúpula do G20, reafirmaram a determinação de enfrentar conjuntamente questões como a pobreza, mudanças climáticas, o desemprego, o deslocamento forçado das populações, a desigualdade de gêneros e o terrorismo.

Ao abordar a questão ambiental, no entanto, o comunicado final do encontro deixou evidente a divergência entre os Estados Unidos e os demais membros do G20, com críticas à saída dos norte-americanos do Acordo de Paris, firmado em 2015, pelo presidente Barack Obama, durante a 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21) com compromissos globais de enfrentamento às mudanças climáticas. Em junho deste ano, Donald Trump, decidiu retirar o apoio dos Estados Unidos à iniciativa.

“Os líderes dos outros membros do G20 afirmam que o Acordo de Paris é irreversível e reiteram a importância de que sejam cumpridos os termos da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima”, diz o documento, em nome dos 19 países do grupo. O texto também destaca a importância das potências econômicas ajudarem financeiramente os países mais pobres a implementarem ações que os ajudem a se desenvolver economicamente preservando ao máximo o meio ambiente.

Com relação ao terrorismo os países também se comprometem, segundo a declaração, a facilitar a troca de informações entre os serviços de inteligência nacionais e a fortalecer a cooperação internacional a fim de detectar a movimentação de suspeitos de terrorismo, entre outras medidas de segurança. Os líderes do G20 divulgaram uma declaração conjunta condenando os ataques terroristas e o financiamento destes “atos abomináveis que reforçam nossa determinação de cooperar para melhorar nossa segurança e para protegermos nossos cidadãos”. No texto, os países defendem a eliminação dos “refúgios terroristas” de todos os países, mas destacam a importância do respeito ao direito internacional, incluindo os direitos humanos.

O encontro do G20 foi marcado por protestos. Hoje uma multidão de 22 mil pessoas se reuniu no centro de Hamburgo, na Alemanha, neste último dia do encontro dos líderes das vinte maiores potências mundiais. “Solidariedade sem fronteiras em vez de G20!”, pediam os manifestantes. Os episódios violentos tiveram início no protesto chamado “Bem-vindo ao Inferno”, na quinta-feira, e voltaram a se intensificar na sexta à noite, segundo a agência de notícias alemã DPA.

 
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