Paris sofre maior atentado terrorista de sua história

Estado Islâmico reivindica ataques ‘cuidadosamente estudados’

A noite desta sexta-feira (13) foi um verdadeiro pesadelo aos moradores e visitantes da capital francesa. Ataques terroristas coordenados aconteceram na cidade, tirando a vida de mais de 128 pessoas e ferindo aproximadamente 250.

Os atentados foram feitos com homens bomba, armados com fuzis AK-47, nas redondezas do Stade de France, onde França e Alemanha disputavam partida amistosa, com a presença do presidente francês François Hollande; tiroteios foram registrados na altura do 10º arrondissement, na rue de Charonne, na estação Gare Du Nord, no restaurante Petit Cambodge e nos bares Le Carrilon e Belle Equipe Bar; o principal ponto de ataque foi a casa de shows Bataclan, onde mais de cem pessoas foram feitas reféns e quase todas foram mortas por homens bombas na iminência da entrada policial.

Na manhã de hoje (14), o grupo Estado Islâmico confirmou as suspeitas ao reivindicar a autoria dos atentados terroristas desta sexta. Em nota, declarou que “oito irmãos com explosivos na cintura e fuzis fizeram vítimas em lugares escolhidos previamente e que foram escolhidos minunciosamente no coração de Paris, no estádio da França, na hora do jogo dos dois países França e Alemanha, que eram assistidos pelo imbecil François Hollande, o Bataclan onde se estavam reunidos centenas de idolatras em uma festa de perversidade assim como outros alvos no 10º arrondissement e isso tudo simultaneamente. Paris tremou sob seus pés e as ruas se tornaram estreitas para eles. O resultado é de no mínimo 200 mortos e muitos mais feridos. A gloria e mérito pertencem a Alá”. 

Também disse que a França e seus aliados continuarão a "sentir o odor da morte por ter colocado a cabeça na cruzada, ter ousado insultar nosso profeta, se vangloriar de combater o islamismo na França e atingir os muçulmanos na terra do califa com seus aviões. Esse ataque é só o começo da tempestade e um alerta para aqueles que quiserem meditar e tirar lições”. 

Em pronunciamento, o presidente da França, François Hollande, disse tratar-se de um ato de guerra e que diante disso os países devem tomar as medidas apropriadas. Afirmou que foi ato preparado no exterior, mas com cumplicidade interna. Desde ontem o país está em estado de alerta. Hollande declarou luto oficial de 3 dias e prometeu ser implacável contra os terroristas.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, manifestou sua condolência ao povo francês e disse que “esse é uma ataque não apenas contra Paris e o povo da França. É um ataque contra a humanidade e os valores que compartilhamos (...) Aqueles que acham que podem aterrorizar o povo da França e os valores que eles representam estão errados". 

Dilma Rousseff declarou em seu Twitter "Consternada pela barbárie terrorista, expresso meu repúdio à violência e manifesto minha solidariedade ao povo e ao governo francês" Angela Merkel, chanceler alemã, em comunicado oficial: "Estou muito comovida pelas informações e imagens que chegam de Paris. Nesses momentos, meus pensamentos vão para as vítimas de esses ataques evidentemente terroristas, para seus familiares e todos os habitantes de Paris". 

No dia anterior, quinta (12), Beirute, capital do Líbano, sofreu dois ataques terroristas suicidas que mataram pelo menos 41 pessoas e deixaram 181 feridas. O grupo Estado Islâmico assumiu a autoria dos ataques. E no dia 31 de outubro, um avião russo explodiu após a decolagem no Egito, deixando 224 mortos. A principal suspeita é de que seja mais um atentado do grupo terrorista. Nesse cenário de horror, mas de 500 pessoas foram vítimas diretas do terrorismo em um intervalo de duas semanas.

Infelizmente não se trata do primeiro incidente terrorista em Paris no ano de 2015. Em janeiro, no dia 7, a sede do jornal satírico Charlie Hebdo foi atacada pelos irmãos Saïd e Chérif Kouachi, onde morreram doze pessoas e cinco ficaram feridas. E no dia 21 de agosto, dois soldados norte-americanos que viajavam pela Europa evitaram uma tragédia em uma viagem de trem entre Amsterdã e Paris, conseguindo dominar um jovem marroquino armado com facas, uma pistola e uma espingarda.

Lamentamos profundamente mais um episódio de violência, manifestando a máxima condolência ao povo francês e a todos os demais que sofrem diariamente com as guerras e com o terrorismo que assola a humanidade. 

 

 
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