Ex-presidente da CPF, José Maria Marin, e mais seis executivos da FIFA foram detidos em operação na Suíça

Na madrugada desta quarta-feira, horário brasileiro, uma operação especial das autoridades suíças, sob liderança do FBI, prendeu sete executivos importantes da entidade sob a acusação de corrupção, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF. O grupo dos detidos será extraditado para os Estados Unidos a fim de uma maior investigação sobre o assunto na federação mais importante do futebol mundial.

A investigação "se estende pelo menos ao longo de duas gerações de dirigentes de futebol, suspeitos de abuso de suas posições para obter milhões de dólares em subornos e comissões", afirma um comunicado da secretária de Justiça, Loretta Lynch. A pedido das autoridades dos Estados Unidos, seis dirigentes suspeitos de corrupção foram detidos em Zurique, a dois dias da eleição para a presidência, na qual Joseph Blatter buscará o quinto mandato à frente da entidade.

Segundo nota oficial do Departamento de Justiça norte-americano, 14 réus são acusados de extorsão, fraude e conspiração para lavagem de dinheiro, entre outros delitos, em um "esquema de 24 anos para enriquecer através da corrupção no futebol". Sete deles foram presos na Suíça. Além de Marin, Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo e Rafael Esquivel. Um mandado de busca também será executado na sede da Concacaf, em Miami, nos EUA.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (27/5) o indiciamento de nove dirigentes da FIFA e de outros cinco funcionários da entidade, por conspiração e corrupção ao longo de um período de mais de duas décadas. O anúncio coincidiu com o uma operação na sede da Concacaf (Confederação da América do Norte, América Central e Caribe de Futebol) em Miami, como parte do caso, e depois que as autoridades suíças informaram a detenção de seis dirigentes do mundo do futebol em um hotel de Zurique, pouco antes do Congresso anual da FIFA.

José Maria Marin

O atual dirigente da FIFA já foi governador do Estado de São Paulo após a desincompatibilização de Paulo Maluf, que iria disputar uma vaga de deputado federal.

Em 25 de janeiro de 2012, durante a premiação após o jogo final da Copa São Paulo de Futebol Junior, ocorrida no Estádio do Pacaembu e vencida pelo Corinthians, Marin embolsou disfarçadamente uma medalha que seria entregue ao jogador corintiano Mateus. O ato foi flagrado pelas câmeras da Band e exibido ao vivo, em rede nacional. O episódio causou revolta e foi muito comentado nas redes sociais. Em março do mesmo ano tornou-se presidente da CBF. 

O ex-presidente da CBF atuou à frente da entidade máxima do futebol brasileiro entre os anos de 2012 e 2014, tendo como foco a Copa das Confederações (2013) e Copa do Mundo da FIFA (2014). Chegou a presidência da CBF após a renúncia do ex-mandatário Ricardo Teixeira. 

 
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