Coluna da Bernadete Alves - dia 14/09/2011

Comportamentos insuportáveis

É comum, em alguns serviços públicos e até particulares, alguém utilizar recursos ou até horário de expediente para resolver assuntos pessoais. E tem até quem passa tempo “alugando” os colegas com suas lamentações. Os absurdos não param por aí: as sentimentais e aquelas que não têm foco no trabalho se julgam competentes demais. Têm os injustiçados “ninguém gosta de mim” e os perseguidos que se sentem vítimas com tudo. A lista não para por aí. Vamos agora ao “falso bonzinho”, aquele que faz questão de estabelecer boas relações em todos os níveis; e o “duas-caras”: na frente é cordial, porém longe passa a falar mal. Não podemos esquecer da fofoqueira: aquela que está por dentro de tudo e se preocupa com a vida alheia. Faz críticas para “driblar” a inveja que sente de quem está bem. A fofoqueira só existe porque tem alguém ali pra ouvir. Hoje ela fala de alguém para você; amanhã fala de você pra outros. É uma verdadeira erva daninha. Mas os comportamentos indesejados continuam: o “puxa-saco” é quase imperceptível pois não costuma receber atenção. Está sempre pronto e disposto para o chefe. Faz isso com prazer porque sabe que é garantia de permanência no emprego. Não podemos esquecer do carreirista. Esperto que só. Para ele ser bem sucedido é uma obsessão. Sempre que pode passa a perna em alguém e só fala o que o chefe quer ouvir. Quem compartilhar ideias com esta pessoa ficará no prejuízo, pois ele “roubará “seu projeto. É tanto absurdo que não posso deixar de falar de quem dá em cima do colega para melhorar sua posição no trabalho, se faz de sonsa quando alguém percebe, se considera a garota mais desejada do trabalho, não para de falar e faz comentário sobre a vida pessoal dos colegas. Esses comportamentos são insuportáveis e prejudicam as relações no trabalho. Trabalha em harmonia dá satisfação, rende mais e a pessoa feliz pode curtir melhor sua vida pessoal.  

 

Tratado internacional

O grande consumo de cigarros, charutos e demais produtos de tabaco é um grande problema mundial de saúde pública. Provoca a morte de milhões de pessoas a cada ano no mundo. No Brasil são 200 mil mortes anuais. Para proteger a população do tabagismo, 172 países assinaram um tratado para o controle da droga. O Brasil participa desde 2005 e para tanto proibiu o uso de informações enganosas ou que induzam ao erro, como as expressões “baixo teor” e “light”, e insere advertências sanitárias com fotos sobre os malefícios do tabaco. E inclusive algumas unidades do SUS já oferecem tratamento gratuito aos que desejam largar o vício. Quem prefere comodidade pode receber conselhamento pelo telefone 0800 61 1997. Uma boa saída para o problema é o governo federal apoiar os fumicultores no plantio de outros produtos. Se tiverem alternativas de produções mais saudáveis e rentáveis vão optar por este plantio. O cigarro é tão grave que até os que não fumam estão sujeitos a derrame, desenvolver câncer e enfisema pulmonar. O tabagismo passivo é a terceira causa de morte evitável do mundo. Só perde para o consumo excessivo de álcool. Quem não fuma não é obrigado a “fumar”. O cigarro tem muito mais do que nicotina e alcatrão. A cada tragada o fumante ingere um coquetel de substâncias químicas que fazem mal e que os fabricantes não mostram. Cigarro é droga, causa dependência e mata. 

 

Casa Cor Brasília 2011

Foi um show de luzes, cores e bom gosto o coquetel de abertura da Casa Cor Brasília, ontem a noite no espaço Eletronorte, na 904 Sul. De hoje até o dia 25 de outubro, o público poderá conferir talentosos profissionais nos 65 ambientes com muita tecnologia e sustentabilidade. Inclusive este conceito foi incorporado na Casa Cor 2009 pela arquiteta Alice Ribeiro. Na época, recém-formada no UniCeub, ela ganhou três prêmios com o ambiente Container Contemporâneo (foto): Projeto Mais Sustentável, Projeto Mais Original e Melhor Projeto Casa Cor. No ano passado, a mostra de Brasilia foi considerada a melhor do Brasil. O espaço deste ano tem 8.000 m2 de área construída e 6.000 m² de área verde e proporciona muitas opções para quem quer saber como decorar sua casa ou escritório. Moema Leão, Eliane Martins e Sheila Podestá organizam a mostra aqui em Brasília com muita categoria. A Casa Cor foi lançada em 1987 e tem 17 franquias no Brasil, Peru e Panamá. Desde 2008, pertence ao grupo Abril S.A e Dona Associados. 

 

Hoje tem Argentina x Brasil

Duas grandes partidas entre as seleções do Brasil e da Argentina, uma em cada país, serão realizadas neste mês de setembro. A primeira partida é hoje, às 21h50, direto de Córdoba-Argentina. O próximo encontro entre as duas equipes será em Belém, no dia 28/09. O diferencial dos dois amistosos está na convocação, apenas, de jogadores de clubes nacionais. Messi, o melhor jogador do mundo, ficará, portanto, de fora do clássico. O mesmo acontece com o ídolo Tévez. Com isso, a seleção canarinho sai na frente: Neymar, Ronaldinho Gaúcho e Leandro Damião estarão em campo hoje (jogadores titulares da seleção principal). Mais do que uma vitória contra o maior rival, está em jogo a conquista da confiança do desacreditado torcedor brasileiro. Fãs de um futebol inteligente, técnico e raçudo não veem na Seleção Brasileira atual essas características que fizeram a seleção canarinho pentacampeã mundial. Espero que hoje a vontade seja colocada em campo e os jogadores voltem a orgulhar os brasileiros. 

 

O poder na mão do povo

A Marcha contra a Corrupção, que reuniu no Sete de Setembro mais de 25 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, tem rendido bons frutos. Uma nova manifestação já está marcada para o feriado do dia 12 de outubro, e para ela já se discute a coleta de assinaturas para uma proposta de emenda à Constituição que institui o voto revogatório. A ideia é interessante: se os eleitores discordarem da atuação dos políticos que elegeram, eles podem, por meio de um abaixo-assinado, solicitar a convocação de eleições revocatórias e, assim, tirar do poder quem os cidadãos considerarem inaptos para o cargo. O voto revogatório existe na Argentina, na Colômbia, no Equador, no Peru, na Venezuela e nos Estados Unidos. A discussão dessa proposta no Brasil certamente colocaria muitos políticos de cabelo em pé. Afinal, se podemos eleger por que não podemos deseleger quem não se mostrou digno do nosso voto? 

 
RocketTheme Joomla Templates