Coluna da Bernadete Alves - dia 12/09/2011

Sempre Rei

Roberto Carlos continua, aos 70 anos de idade, com o mesmo carisma e disposição do início de sua carreira, quando cantou aos 9 anos na Rádio Cachoeira. No show, dirigido por Jayme Monjardim, exibido pela Rede Globo no sábado à noite, apresentou um repertório interessante. Cantou em inglês, italiano, espanhol e hebraico. Sua voz continua espetacular. O ídolo de todos os tempos uniu música com fé e mergulhou pela história da humanidade. E num momento de tantas emoções cantou Lady Laura, a homenagem maior a quem lhe deu a vida. Com coragem, fé e determinação Roberto Carlos segue a vida alegrando corações. O show “Emoções em Jerusalém” teve a participação de mais de 20 músicos. Aconteceu no dia 7 de setembro na cidade israelense. Roberto foi recebido pelo presidente de Israel Shimon Peres, prêmio Nobel da Paz, na residência presidencial. No show o Rei cantou entre tantos sucesso “Detalhes”, “Ave Maria”, “Lady Laura” e encerrou com “Jesus Cristo” levando mais de 5 mil pessoas ao delírio. De terno branco, sereno, pediu paz para todos os povos e, como não poderia deixar de ser, jogou rosas para o público.

 

O papel das entidades fiscais

De hoje até o dia 14 o Tribunal de Contas da União realiza importante seminário. O evento está sendo coordenado pelo ministro José Múcio e o objetivo é promover a troca de informações sobre investimento em infraestrutura, seus desafios e como fiscalizar estes recursos aplicados. A abertura foi prestigiada pela presidenta Dilma Rousseff e pelos presidentes do senado José Sarney e da Câmara Marcos Maia. O TCU é um órgão independente que fiscaliza e julga as contas dos responsáveis por bens e dinheiro público. Exerce a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta. Qualquer pessoa que lida com bens, dinheiro e valores públicos deve prestar contas ao TCU. É composto por dez ministros titulares e é presidido pelo ministro Benjamin Zymler e tem quatro ministros substitutos. A transparência administrativa é a palavra de ordem de seus integrantes. Como é composto por nomes de conduta ilibada e significa o coroamento de uma carreira, há muitos candidatos para a vaga do ministro Ubiratan Aguiar, que por sinal foi um excelente presidente que tive a honra de entrevistá-lo para o Brasília na TV assim como o ex-presidente ministro Valmir Campelo que sou fã pela trajetória de luta em prol do fortalecimento político do DF. A expectativa agora é em torno do novo ministro. Temos nomes de peso na disputa: Aldo Rebelo, Ana Arrais, Átila Lins, Damião Feliciano, Jovair Arantes, Milton Monti, Sérgio Brito e Rosendo Severo – o único que é de carreira.

 

Eterno JK

No dia 12 de setembro de 1902 em Diamantina-MG nascia Juscelino, o criador de Brasília, filho de Júlia Kubitschek e de João César de Oliveira. A professora Júlia emocionou-se com a vivacidade de seu filho Juscelino, que em 1927, em BH, formava-se médico. No baile de formatura Juscelino conheceu Sarah Gomes de Lemos, filha de ex-senador, com quem  se casa em 1931. A partir daí JK começa a subir os degraus até chegar à presidência da República. Foi interventor federal em Minas, chefe de gabinete do governador Valadares, deputado federal, prefeito de BH, deputado constituinte, governador de MG em 1950 e presidente da República em 1955. Na presidência , honrando o slogan de campanha “Cinquenta anos em cinco” construiu Brasília e instituiu o DF. Foi um governo dinâmico que não aceitou as imposições monetárias do FMI. Um líder desenvolvimentista. O progresso foi a característica básica de seu governo. Com sua morte em 22 de agosto de 1976, vítima de acidente automobilístico, o país ficou de luto e até hoje procura um novo JK. Para manter viva a memória deste notável brasileiro, sua neta Anna Christina Kubitschek Pereira realiza hoje, às 10 horas, missa campal ao lado do Memorial JK. Isto vem sendo feito desde a inauguração do memorial em 12/09/1981 por dona Sarah Kubitschek. É uma maneira de manter viva a história de JK, seus ideais democráticos e sua obra. Uma homenagem a quem nos deu Brasília e trouxe progresso para o Centro Oeste. O memorial, espaço cultural mais visitado pelos turistas, guarda os restos mortais do presidente na urna de sua cripta mortuária. Mais do que isto, o Memorial representa a memória viva de sua luta em prol do desenvolvimento do Brasil. Além de seu significado histórico e cultural o Memorial nos permite fazer uma viagem ao passado. Dali pode-se contemplar o pôr-do-sol mais espetacular da cidade. Quando estou no Memorial sinto-me fortalecida com toda aquela energia boa que tem em todo o espaço. Ali percebo que o afeto humano não foi derramado em vão, ainda que não retribuído.

 

O cerrado chora

Os brasilienses continuam sofrendo com o clima quente e seco. Ontem o Distrito Federal registrou o dia mais quente do ano, com termômetros marcando 33,3º C.  As altas temperaturas e a baixa umidade do ar, com mínimas de 10%, favorecem as queimadas, que devastaram grande parte do cerrado esse semana. Uma verdadeira tragédia! Os prejuízos foram inestimáveis e se não fosse o louvável esforço dos bombeiros para impedir que as chamas atingissem residências próximas aos incêndios, as consequências poderiam ser ainda piores.  O poder público foi eficiente e prestou serviço com agilidade, mas todo esse esforço, no entanto, será em vão se os brasilienses não se conscientizaram do seu papel na preservação do bioma. Qualquer ponta de cigarro jogada em uma mata pode provocar estragos imensuráveis. Estudiosos já dizem que as áreas devastadas pelos incêndios dessa seca levarão mais de uma década para serem recuperadas. É preciso ter atenção redobrada nessa época do ano, afinal, somos nós os maiores prejudicados com a destruição da natureza.  

 
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