Coluna da Bernadete Alves - dia 03/09/2011

 

Brasília na TV, neste domingo, às 12h30

Convido você para assistir o Brasília na TV às 12h30 na TV Brasília/ Rede TV e conferir a entrevista de Gilbert Di Angellis com o jornalista Renato Riella que fala dos aventureiros da cidade. Depois você vai acompanhar a Semana Cultural do Sigma, com maratonas, esportes, cultura, doações e a emoção do professor Reinaldo Correia ao falar dos seus 30 anos de magistério. Ele realmente prepara também para a vida.  

 

Mestres da ética e do respeito

Carlos Chagas e Sérgio Ross (foto) são dois jornalistas que admiro pelo caráter, firmeza de atitudes, competência e brilhantismo. São testemunhas oculares de meio século de história política. Ambos foram amigos de JK, Brizola e tantas outras figuras importantes da República. Chagas se formou em Direito em 1960 na PUC do RJ. É mestre e orientador. Por 25 anos foi professor destaque da Faculdade de Comunicação da UnB. Dirigiu sucursais de vários veículos de comunicação. Defende mais a prática do que a teoria e diz que a ética é a base de tudo não só no jogo do poder como também  para a vida. Chagas foi Secretário de Comunicação da Presidência durante o governo Costa e Silva. Hoje é pai orgulhoso da jornalista Helena Chagas, ministra do governo Dilma. Sérgio Ross teve destaque na época em que dirigiu a Revista Manchete em Brasília. Era amigo de deputados e senadores e proporcionava campeonatos de futebol entre eles no gramado da Manchete. Valorizava seus funcionários e tem uma legião de amigos. Este cidadão dedicado, gaúcho torcedor do Grêmio, fincou raízes no Planalto pelo seu elevado espírito democrático. Tive o privilégio de aprender muito com ele e com o Chagas, quando cheguei em Brasília há 26 anos. Mestres da ética e do respeito. 

 

Briga por bobagem

O hábito de brigar resulta da falta de habilidade para conviver com as diferenças. Mas tem também quem briga por necessidade de mostrar poder. O interessante é que estes desentendimentos representam um forma de mascarar o que realmente está incomodando, como por exemplo pendências não esclarecidas, motivos banais. Tem até quem usa esta estratégia para testar o controle que tem sobre os outros.  Muitas vezes o conflito surge de forma inconsciente e acaba frustrando a relação.  Isto acontece porque a pessoa leva a vida carregando mágoas. Esta carga faz perder o controle por qualquer coisa. A irritação, neste caso, transforma-se em raiva.  Um dia a pessoa “explode” com quem está por perto, magoando quem não merece. A gente sabe que é difícil admitir que está errado. A maioria resiste a mudanças, não dá o braço a torcer e até nega seu comportamento. É preciso humildade para ouvir as queixas que os outros têm da gente. E não esquecer que a família é um time. Precisa harmonizar as diferenças e agir sempre em parceria. 

 

Demanda estudantil

Brasília tem qualidade de vida e muitas oportunidades, tanto para o trabalho quanto para estudar. Mas tem custo de vida elevado, principalmente com relação a imóveis. Quem vem de outros Estados para trabalhar com deputados e Senadores ou para estudar tem dificuldade para se adaptar, pois os preços nos Estados de origem são mais em conta. E tem gente deixando Brasília por conta dos elevados preços. Um problema enfrentado pelos vestibulandos é encontrar um apartamento onde o preço caiba no orçamento. A UnB, por exemplo, tem carência de moradia para atender os estudantes. Outros problema é conseguir um fiador. Com base nisso, até o final do ano, a Universidade de Brasília promete licitar mais seis prédios na Casa do Estudante Universitário oferecendo mais 600 apartamentos. O ideal seria construir, em lugar apropriado, pousadas e hotéis econômicos, destinados a universitários. O que temos na prática são estudantes dividindo quitinetes nas quadras comerciais e vivendo com desconforto. 

 

Fragmentação do Pará

No início de junho, o Congresso Nacional deu sinal verde para um Plebiscito sobre a criação de 2 novos Estados: Tapajós e Carajás. Baseando-se no sucesso das emancipações do Mato Grosso do Sul (em 1977) e Tocantins(1988), os defensores da ideia acreditam que estados menores seriam mais facilmente administrados. Além disso, a Região Norte teria maior representação no poder legislativo nacional. A consulta popular deverá ocorrer em dezembro. A criação de novos Estados implica em novos gastos, inclusive com aumento da carga tributária para poder manter a máquina pública. Estamos em um período de contenção de despesas a nível nacional e dividir o Pará agora afetaria drasticamente a economia não só do Estado com também da União. O ideal é ampliar o debate. Ver se realmente esta divisão vai proporcionar mais benefícios do que ônus e se vai proporcionar expansão econômica, fluxo migratório e gerar mais empregos e renda para o Estado.

 

 
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