Gilbert Di Angellis


Gilbert Di Angellis

 

 
Sem crise! Intercâmbio continua em alta e leva jovens de Brasília a cursar medicina na Rússia

Gabriel Garcia e Giovanna Milhomens preparam as malas para estudar em uma das melhores universidades do país europeu e não sabem se querem voltar para o Brasil

Kursk

A crise que se instalou pelo país tem sido um estímulo a mais para alguns jovens brasileiros. Estudantes universitários aproveitam a maré baixa para arrumar as malas e tentar uma oportunidade de estudo em diversos destinos, entre os quais a Rússia. O país europeu é um dos melhores no ranking de ensino de medicina e cerca de 80% dos alunos da Universidade Médica Estatal de Kursk passam de primeira no Revalida. É buscando concretizar o sonho de se tornar doutor que dois brasilienses embarcam com destino a região em agosto.

Gabriel Garcia e Giovanna Milhomens seguem para a Universidade Médica Estatal de Kursk, uma das melhores do país, única no ensino totalmente em inglês. Ambos foram aprovados no processo seletivo realizado pela Aliança Russa, representante oficial das universidades russas no Brasil, e que consiste na checagem de documentos e entrevistas. Caso o aluno não tenha conhecimento da língua inglesa, na qual o curso é lecionado, é preciso passar pela faculdade preparatória.

Gabriel Garcia, de 20 anos, vai deixar a família em Brasília para ingressar em seu primeiro curso universitário. O jovem sempre quis fazer medicina para ajudar as pessoas e a indicação de um amigo foi decisiva para optar pelo ensino na Europa. “Ele me disse que a faculdade é muito melhor que no Brasil e que valeria muito mais a pena estudar lá. O custo-benefício também foi um fator muito importante para a minha escolha”, conta.

O brasiliense, que já morou no exterior, está empolgado com a vida universitária e espera que seja um dos melhores cursos que possa frequentar. “A faculdade é excelente e reconhecida como uma das melhores. É uma oportunidade que não posso dispensar”. Já Giovanna Milhomens diz que se interessa pela medicina desde a infância. A escolha pelo curso na Rússia se deu após conversar com uma colega que já está estudando no país. “Eu nunca tinha considerado, mas vi que faculdade em Brasília está muito difícil e, como não tenho problema com distância, achei que a Rússia seria uma ótima opção”, afirma.

A jovem teve apoio dos pais desde o início e acredita que será um curso puxado, porém excelente. “Eu acho que vai ser bom para o amadurecimento emocional, uma experiência de vida totalmente diferente”, conta.

Os dois estudantes estão se preparando para ficar longe de casa por seis anos e ainda não sabem se voltam para atuar no Brasil. “Não sei ainda, mas posso achar que é melhor ficar lá”, diz Giovanna. Para Gabriel, a dúvida sobre o futuro também é grade, mas ele deve retornar após o curso. “É provável que eu volte, mas não sei o que farei depois da graduação”, afirma.

 

Baixo custo

Mesmo com a conversão do dólar, cursar medicina na Rússia ainda é um ótimo investimento. Isso porque o governo russo subsidia os alunos estrangeiros que vão para o país estudar, o que diminui consideravelmente o custo do curso. O semestre lá sai por US$ 3100, incluindo hospedagem e seguro médico. Valor muito inferior ao cobrado no Brasil.

 

Estudo reconhecido

A Aliança Russa é representante oficial das principais universidades russas no Brasil desde 2005. Seu trabalho consiste na seleção dos candidatos, no processo de orientação da faculdade, no recolhimento da documentação necessária para permanência legal do estudante na Rússia, na obtenção da vaga, inscrição na universidade e na assessoria durante a viagem até a chegada ao seu local de destino.

Ao voltar para o Brasil, o estudante submete o diploma adquirido ao processo de reconhecimento em uma universidade brasileira, um procedimento padrão para qualquer brasileiro que faça graduação em centros de ensino estrangeiros. No processo de Revalida, 80% dos alunos da Universidade Médica Estatal de Kursk passam de primeira. Desde 2010, o chamado Diploma Único de Estudos Superiores da Europa, do qual a Rússia faz parte, passou a valer conforme o Tratado de Bolonha. Seu objetivo é facilitar a mobilidade dos estudantes e profissionais do ensino superior da Europa.

 

Mais informações: www.aliancarussa.com.br

 

 
Alerta para segurança de dados: pesquisa mostra que 58% de usuários de serviços em nuvem compartilham credenciais de acesso a informações

BSA

A computação em nuvem é uma realidade pujante.  A tecnologia proporciona mais eficiência ao armazenamento de dados e melhora a produtividade e a capacidade competitiva das empresas, que conseguem pagar exatamente pelo software que precisam usar. Mas engana-se quem imagina que informações em Cloud não precisam de gestão. Segundo a Pesquisa Global sobre Software, concluída este ano pela BSA| Software Alliance, organização global que defende o setor de softwares contra a pirataria, realizada em 32 mercados, entre eles o Brasil, 58% dos usuários da tecnologia Cloud compartilham credenciais que garantem acesso aos serviços de software comercial em nuvem. E mais de um, em cada dez, revelou que compartilha as informações com pessoas fora do ambiente de trabalho. Dentro deste grupo, 72% indicaram que já fizeram isso mais de uma vez.

O estudo mostra que parte do problema do compartilhamento de credenciais relaciona-se à falta de orientação e à ausência de politicas formais nas empresas para o uso do serviço em Cloud: 42% dos participantes do estudo revelaram que as empresas onde trabalham não possuem tais regras. “A nuvem precisa de gestão corporativa, ou seja, políticas para a aprovação de fornecedores de serviços em nuvem e que definam seu uso de forma segura. Compartilhar senhas e logins fragiliza a segurança da informação”, diz Antônio Eduardo Mendes da Silva (“Pitanga”), Country Manager da BSA para o Brasil.  

“Um programa de gestão de ativos software (SAM) eficiente pode não somente definir as métricas para a compra de softwares em nuvem, de maneira segura, como também monitorar as provisões de licenciamento e o número de usuários que acessam o serviço”, completa Pitanga. Além de reduzir e prevenir ameaças digitais, o estudo da BSA mostrou que a implementação de um programa SAM pode gerar economias da ordem de 25%, por meio da eliminação de ineficiências, como a hospedagem de softwares desnecessários.

 

Sobre a BSA | The Software Alliance

A BSA | The Software Alliance (www.bsa.org) é a maior defensora do setor global de software perante governos e no mercado internacional. Seus membros incluem algumas das empresas mais inovadoras do mundo, que criam soluções de software que impulsionam a economia e aumentam a qualidade da vida moderna. Com sede em Washington, DC, e operações em mais de 60 países, a BSA é pioneira em programas de conformidade que promovem o uso legal de software e defende políticas públicas que incentivem a inovação em tecnologia e impulsionem o crescimento da economia digital.

 

 
Conflito de gerações: o peso de decisões ultrapassadas nas empresas do futuro

Por Marcos Morita

Qual a relação entre a saída do Reino Unido da União Europeia, também conhecida pelo acrônimo “Brexit”, e o conflito entre gerações nas empresas brasileiras, onde convivem pós baby-boomers, millennials e até alguns centennials, também conhecidos como gerações X, Y e Z? Temas aparentemente desconexos, podem sim interligar-se e provocar situações análogas e de alto custo emocional, como veremos a seguir.

Creio que poucos brasileiros tenham tido a chance de explorar os países membros do Reino Unido: Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte ou mesmo o interior pobre da Inglaterra. Para a grande maioria, Londres e seus táxis pretos, palácios e símbolos, como o Big Ben, a monarquia e os Beatles, são a cara deste país moderno, rico e contemporâneo, o que fez soar estranho a decisão tomada em referendo.

Analisando os números da votação em detalhes, percebe-se uma acentuada e profunda divisão entre a capital Londres e algumas cidades pobres do interior da Inglaterra. Assim como um abismo entre as gerações, com os mais jovens votando maciçamente pela permanência no bloco, enquanto os mais idosos, por sua saída.

Talvez valha uma volta aos livros para relembrar a ex-primeira Ministra Margaret Thatcher que, com mão de ferro, governou a Inglaterra no início dos anos 80. Amada pelos capitalistas da City Londrina e odiada pelos trabalhadores, em especial os carvoeiros, foi a responsável pelo desmonte do Welfare State, ou Estado de Bem Estar, uma série de políticas criadas no final da segunda guerra, através das quais o governo provia assistência e programas sociais nos campos da saúde, educação e complementação de renda. Desempregados, empobrecidos e desassistidos, os agora cinquentões e sessentões deram o troco, uma vez que não aproveitaram os benefícios de pertencer à União Europeia.

Considerando as diferenças, tomo a liberdade de fazer um paralelo com a situação do Brasil nos anos 80, através da música “Ideologia”, de Cazuza. Em seu refrão ele entoava: “meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no poder. Ideologia, eu quero uma para viver”. A música era cantada pelos outrora rebeldes da geração X, os quais curtiram Janis Joplin e Elis Regina, e saíram às ruas para lutar pelas Diretas Já. Estes, hoje, ocupam cargos de liderança nas empresas.

É natural que com o tempo acabemos nos tornando mais conservadores. Sociedade, família, filhos e ascensão profissional criam uma blindagem e um ar de respeito. O problema está nos excessos, quando deixamos de escutar e adotamos nossas convicções como verdades absolutas, tomando decisões com base em preconceitos e modelos antigos, alijando e impondo-as aos colaboradores com pensamentos mais inovadores e alinhados com o mundo atual. Pare e reflita se não tem adotado algumas vezes, como líder, este tipo de postura.

Lembre-se de que já foi um centennial dos anos 80, curtiu Paralamas, Ultraje e Titãs e vestia-se de calça laranja com blusa verde-limão. Seja mais aberto as opiniões das novas gerações, até porque dentro em breve você provavelmente estará do outro lado, como consultor aposentado de um millennial em cargo de liderança. Saiba que, no final, o peso de sua decisão retrógrada recairá nos ombros da nova geração, os quais não tinham tempo de casa ou posição hierárquica para fazer valer sua voz, mas que assim como os jovens que disseram não ao Brexit, serão obrigados a conviver com o peso de uma decisão ruim.

 

Sobre Marcos Morita

www.marcosmorita.com.br

Marcos Morita é um executivo de negócios sênior da área comercial, com ênfase em canais de distribuição, com mais de 18 anos experiência de mercado. Possui expertise para ministrar palestras sobre abertura, desenvolvimento e gerenciamento de canais de distribuição, criação de politicas comerciais, planejamento estratégico, desenvolvimento de políticas de marketing, formação e gestão de equipes. Sua palestra, As 4 Chaves do Pensamento Estratégico, vista por centenas de executivos, aborda de maneira lúdica e participativa, temas como definição de metas, inovação, gerenciamento do tempo e motivação.

 

 
Em livro, especialista apresenta soluções práticas para gestão, vendas e motivação

 

O consultor e especialista em vendas, Erik Penna, lança mais um livro sobre o assunto com o intuito de melhorar o desempenho de pequenos negócios. Dividido em três partes, Gestão, Vendas e Motivação, o livro intitulado “21 Soluções para Potencializar seu Negócio” possui uma coletânea de textos didáticos do autor, com soluções para problemas existentes, ideias e modos de colocá-las em prática.

A ideia do livro foi despontada em Erik Penna diante de sua visão sobre o Brasil. “Ao falar de empreendedorismo, gestão, micro e pequenas empresas logo penso em nosso país, que tem garra, pessoas que trabalham incansavelmente e veia empreendedora”, justifica o consultor de vendas. Para isso, a nova publicação de Penna conta com textos fáceis de entender e com exemplos práticos, como, por exemplo, “7 ações para maximizar os negócios em tempos de crise”, “Como formar e monitorar uma equipe campeã” ou “Como encantar praticando um atendimento mágico”.

Adotar novas soluções para conquistar resultados novos e potencializar o que já existe dentro dos negócios. Esses são os objetivos da obra que se direciona ao pequeno empreendedor, que está sempre atento às oportunidades. “Mesmo em meio à crise, o brasileiro sempre busca se renovar para uma vida melhor: produtos novos surgem a cada dia e o Brasil não para de girar”, diz Penna.

Por meio de sua experiência acumulada em anos no universo das vendas, Erik Penna trata do assunto de maneira leve, sem esquecer que neste processo estão envolvidas pessoas que trabalham e lutam por uma vida melhor. “Quero transmitir com alegria e bom humor que é possível trabalhar com vendas sempre motivado e ensinar os outros a ter esperança”, completa Penna. O especialista consegue, com inteligência, crença e amor pelo que faz como atingir pessoas e encantá-las.

De forma leve, alegre e cativante, Erik Penna nos ensina, ainda, como a família e o trabalho podem e devem caminhar juntos. O livro traz ferramentas para ter sucesso nos negócios, como empreender com conhecimento, liderar com inspiração e transformar pessoas e resultados. Por fim, Erik Penna divide mais do que ideias neste novo livro: são experiências destrinchadas, vividas por ele, que trabalha com conhecimento e paixão, para que o leitor absorva e coloque também em prática em sua vida e trabalho.

 

Ficha técnica:

Livro: 21 Soluções para Potencializar seu Negócio

Autor: Erik Penna

Editora: Santuário

Formato: 14 x 20,5 cm

ISBN: 978-85-920497-0-6

Número de páginas: 135

Valor: R$ 30,00 + frete

Onde comprar: no site www.erikpenna.com.br

 

 
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